sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O homem invisível - O blog.

Enquanto crescia ouvia dos homens mais velhos o quanto é feio homem caminhando, não somente no tocante que impressiona as fêmeas, mas na feiura - má impressão - que isto implica aos outros. Na época não entendia e muito menos me importava. Hoje sou um destes mais velhos e não é que existe uma feiura nisto mesmo?! Veja bem, não estou dizendo que se obrigue que todos tenham um meio de transporte especifico, é que na realidade te-lo, dependendo do que se tem, pode melhor um tanto sua imagem. Enquanto caminho, e diga-se de passagem; gosto muito de caminhar, lido diariamente com a travessia de outros para o outro lado da rua. Há dias que isto me irrita profundamente, dias que acho engraçado, vezes que não entendo... O pôr-do-sol, as estrelas, o vento, crianças dando tchauzinhos [estranhamente isto acontece muito], espetinho de carne, conversa com pessoas num ponto de ônibus, o "opa" dos senhores mais velhos, isto e muito mais faz a fatia boa da coisa. Sem contar que depois de um péssimo dia de trabalho a caminhada, que leva aproximadamente uma hora, começa numa passada acelerada, passando por leve cansaço que deságua na raiva e esta que, as vezes, se torna num banho gelado que me deixa tranquilo. Este é pedaço das minhas tardes indo para casa e é sobre elas que escreverei. E sobre outras coisas mais.

Para entendimento devo ressaltar que tenho uma bicicleta, estou no processo de habilitação, acredito que ter um carro, ou um moto, significa algum tipo de status [no Brasil isto é fato] e que isto torna a ideia de te-lo quase que uma obrigação, mesmo que não exista necessidade em te-lo. O mundo é capitalista, o governo é mau, a sociedade é preconceituosa e blá, blá, blá...